O Mistério Do Teletransporte

16 Feb 2018 17:18
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No ano passado um físico austríaco conseguiu fazer um fóton discutir com outro a distância e comprovou que o teletransporte é possível. O truque foi utilizar um misterioso instrumento - chamado de entrelaçamento - que liga partículas de luz. Empreenda aqui esse enigma, que tira o sono dos cientistas. is?2YCrtwzZbyN3GLfZOk_uEHgJqkdbDnjgcCFMsZskqpQ&height=252 Você com certeza agora enfrentou uma espera interminável num aeroporto e sentiu desejo de sumir dali e reaparecer no local para onde pretende deslocar-se. Porém não desanime. O teletransporte já obtido por Zeilinger e Martini é uma assombrosa proeza.Em poucas palavras, o que eles conseguiram foi transferir a inclinação de um fóton, a partícula subatômica de luminosidade, para outro situado a alguns metros do primeiro. Foi mais ou menos como transportar a rotação de um pião pra outro pião no quarto ao lado sem que eles se tocassem.É esquisito, todavia não chega a ser complicado. Para começar, um fóton é produzido por uma lâmpada fraca (veja no infográfico ao lado). Logo depois, a partícula é jogada contra um cristal que a divide ao meio, desenvolvendo 2 fótons gêmeos. E aqui entra o mistério do entrelaçamento. Por terem sido criadas ao mesmo tempo, alguma potência enigmática faz com que as partículas fiquem ligadas eternamente por uma lei inflexível: se uma deita para a esquerda, a outra no mesmo instante tomba pra direita e vice-versa.A partir daí tudo fica fácil. Mesmo se as partículas estiverem separadas por milhares de quilômetros, quando se aplica certa energia a uma delas, esta se inclina em uma direção e a outra, automatica e instantaneamente, cai pro lado contrário. Quer dizer: a inclinação viaja, é teletransportada de um fóton para outro. Enchimento para penteado (modo Amy Winehouse dos anos 60) 04 "Jogo ao Vivo" Novembro de 1996 41 quinze "Dança da Cerquinha" vinte e sete de agosto de 2014 226 Nova política de bloqueio Rosimar comentou: 10/09/doze ás vinte e três:30 De olho pela segurançaNinguém entende esclarecer como isso ocorre. Mas acontece. "De algum jeito, remexer numa partícula perturba a outra", confessa o físico experimental Paulo Henrique Souto Ribeiro, que pesquisa o questão na Faculdade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sonhe que esse cachorro é um fóton, um átomo de luz. É inexplicável. Átomos de luminosidade desenvolvidos ao mesmo tempo comunicam-se de modo intrigante.Quando você mexe em um deles por aqui, o irmão gêmeo responde lá distante. E ninguém domina como isto ocorre. is?A4mU6YqSevFax6KxZ5aYJI0efG9YZc7o15MYEm2qW7I&height=240 Para atingir teletransportar a mancha do cachorro-fóton da página anterior para o da página sessenta e um, Zeilinger precisou estabelecer certas condições. Em primeiro espaço, os shar-peis têm que ser gêmeos, pra ficarem eternamente ligados. Em segundo território, eles não podem ter manchas ao nascer.Elas só irão aparecer no momento em que o pesquisador revirar com um dos cachorros. Pra realizar a experiência, Zeilinger fica com um cão e manda o outro pra um canil retirado. O entrelaçamento entre as partículas de claridade poderá ser usado como um código pra se enviar mensagens perfeitas. Ou, dessa forma, para aprimorar o funcionamento de novos tipos de pc.Mesmo não sendo interpretado com toda percepção, o teletransporte precisará, nos próximos anos, tornar-se uma ferramenta de grande utilidade em várias inovações que já estão sendo desenvolvidas em laboratórios do todo o mundo. O fundamento é que a rotação dos fótons - e algumas propriedades, como a inclinação destas partículas - pode ser utilizada como um código semelhante com o que se emprega nos computadores atuais. Basta convencionar que, se um fóton gira pra direita (como os ponteiros do relógio) isto ou seja sim. Se ele rodopia pra esquerda, significa não.A partir daí, não é dificultoso fantasiar que, com um vasto número de fótons, fornece para escrever mensagens de qualquer tipo. Desta forma, é só teletransportar as rotações entre fótons distantes e estará criado um meio de intercomunicação de rapidez e precisão impressionantes. A vasto vantagem desse sistema é que ele será imune a erros de transmissão visto que, no decorrer do teletransporte, as rotações não sofrem interferência, como as que ocorrem no rádio, pela televisão e no telefone. Outra tecnologia promissora são os computadores quânticos, nos quais os transístores irão tornar-se quase tão menores quanto átomos (que são 10 milhões de vezes menores que um milímetro).Máquinas deste tipo realizam cálculos a uma velocidade incrivelmente maior do que as existentes. Elas não surgiram ainda, porém neste instante há protótipos experimentais sendo testados em vários universidades dos EUA e da Europa. Com a socorro do teletransporte, estes aparelhos poderão tornar-se ainda mais seguros, acredita o especialista Charles Bennet, da IBM, que, em 1992, lançou as bases teóricas da locomoção instantânea.

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