Como Os Animais De fato Enxergam O Universo

19 Feb 2018 06:28
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is?oZMXjliTA-KolC4ccJtyRUJ2Rr2XDdXpJaowa_H71sw&height=196 3 andares acima do térreo, a alguns lances de escada de distância, muito antes de você apalpar os bolsos em pesquisa da chave, seu cachorro o aguarda ansioso atrás da porta. Ele sabe que você, e não o teu Zé, que recolhe o lixo do prédio todos os dias, está prestes a subir até o terceiro andar. Basta pôr o primeiro pé dentro de casa para ganhar a saudação calorosa do bichinho. E não importa com quem você esteja.Se surgir acompanhado com velhos ou novos amigos, ou mesmo com seu irmão gêmeo, que mora no exterior há alguns anos, ele não vai pular nas pernas erradas. Ele sabe quem é você. No entanto não sabe quem ele é. Coloque um ser humano em frente ao espelho e este animal bípede começa instintivamente a mexer no cabelo (achando que um tapinha na franja de fato vai deixá-lo mais belo).Empreenda a importância do que precisa ser feito Joao carlos alegou Iluina dos reis tavares falou: Trinta e um/01/12 ás treze:Quarenta e dois Limpar fogão 139 23 "Televisão Soninho" trinta de agosto de 2017 17 Capítulos Institucionais 8 Naruto Uzumaki 2 Reprodução em cativeiroUm cão, todavia, consegue ser ainda mais bestial: a reação dele ao espelho é a mais completa impassibilidade. Nem ao menos uma olhadinha. Ele não reconhece a própria imagem. E se não reconhece a própria imagem, não tem aquilo que chamamos de consciência, direito? Até recentemente, era o que a ciência achava. Animais que reconhecem a própria imagem no espelho teriam consciência - e aí entram basicamente nós, nossos primos (os grandes macacos - chimpanzé, gorila, orangotango), cetáceos e elefantes.Os bichos que não se reconhecem não teriam informação de "eu". Todavia a verdade possivelmente é outra. A dificuldade não está nos animais que não se reconhecem no espelho. Está em quem testa a presença de consciência ante a ótica humana. O universo de um cachorro ou de um gato não se cria majoritariamente com imagens, como o nosso. Eles veem com sons e, principalmente, cheiros. E o espelho exclui a melhor arma de reconhecimento do cachorro: o olfato.O biólogo Marc Bekoff, da Instituição do Colorado, testou o respectivo bichinho para saber se ele era capaz, de algum jeito, de se discernir. Em vez de testar imagens, Bekoff pensou como um cão. Durante 5 invernos, toda vez que saía pra passear com o companheiro, recolhia pedaços de neve onde o cão havia feito xixi.Depois, recolhia neve com urina de outros cachorros. Por isso Bekoff espalhava os blocos de neve - alguns com xixi do cachorro dele, outros com o de outros cães -por lugares diferentes. E a reação do melhor comparsa do pesquisador era a todo o momento a mesma: quando encontrava a urina de outro cão, despejava um novo jato de xixi em cima para marcar o território como dele.Normal. Mas quando encontrava um bloco com a própria urina, não dava bola. Sabia que aquele xixi imediatamente era dele, desse modo o território não precisaria de remarcação. Consequência: o cachorro entende muito bem quem ele é. Porém contrário de você, que se reconhece na fisionomia, ele faz isto pelo cheiro. Se o nosso mundo é repleto de imagens, o dos animais domésticos, as estrelas dessa reportagem, vem carregado de sons, cheiros e sensações.

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